Domingo, 25 de Fevereiro de 2007
Da Caparica para o Gerês

O Jornal EXPRESSO, na sua edição de 24/02/2007, coloca o Ministro do Ambiente, Nunes Correia, entre os "baixos". Como aí se refere, "a provada incapacidade em conter o mar na Costa de Caparica e a denúncia de que, volvidos seis meses sobre os incêndios no Gerês, ainda não foi plantada qualquer árvore, não abonam a favor do Ministério do Ambiente. No Gerês, a culpa parece ser da falta de verbas do Parque Natural; na Costa, diz-se que há muito dinheiro deitado ao mar. Sugere-se uma troca de verbas". 

Bem observado!

Agora compreende-se porque um Comunicado d' AFURNA, sobre o último incêndio no monte de Vilarinho, enviado por e-mail para o Gabinete do Ministro do Ambiente, em 2/09/2006, só foi lido em 19/10/2006:

"Your message
  To:      Gab Min Amb Ord Territ Desenv Regional
  Subject: Fogos no Parque Nacional da Peneda-Gerês
  Sent:    Sat, 2 Sep 2006 23:50:34 +0100
  was read on Thu, 19 Oct 2006 15:06:09 +0100
"

sem que merecesse, até agora, qualquer resposta.

Parece que o "Simplex" (e não só) anda arredado do referido Ministério!...

 

 

 



publicado por MA às 03:13
link do post | comentar | favorito

Quarta-feira, 24 de Janeiro de 2007
Mais Erosão...

Não haverá por aí um "polícia de giro" (pode ser um guarda nocturno), uma vez que os nossos agentes judiciais andam distraídos, que ponha cobro a este "fartar vilanagem"? Sem mais comentários (para quê?), aqui se transcreve, para que conste, uma notícia do PÚBLICO  - MA

"Anunciou a Comissão de Coordenação Regional
Autoridades vão combater erosão costeira em dez praias algarvias 
22.01.2007 - 18h26   Lusa

As autoridades ambientais propõem-se a fazer obras em uma dezena de praias algarvias, para evitar os efeitos da erosão costeira, disse hoje fonte da Comissão de Coordenação Regional (CCDR) do Algarve.

Embora sem quantificar a parcela que caberá ao Algarve dos 300 a 400 milhões que serão investidos pelo Ministério do Ambiente na requalificação do litoral, a CCDR adianta que as intervenções em praias com falésias prevêem alimentações de areias nas praias e intervenções nas próprias arribas.
As praias com os investimentos mais vultuosos são D. Ana (Lagos), Amado, Careanos e Três Castelos (Portimão) e Senhora da Rocha (Lagoa).
Estão também previstas intervenções na Ria Formosa — no âmbito do Plano Estratégico da zona — e no âmbito das Unidades Operativas de Planeamento e Gestão, que pretendem ponderar e avaliar soluções para zonas de risco, como a Ilha da Culatra, a Ilha de Faro e Vale de Lobo.
A mesma fonte disse que as intervenções no litoral ainda estão dependentes das negociações do Quadro de Referência Estratégica Nacional (QREN), em Bruxelas.
No passado dia 12 foram demolidas quatro construções de apoio aos veraneantes na Praia de Manta Rota, na zona leste (Sotavento) da região, um ano depois das três primeiras demolições. O projecto de requalificação do litoral sotaventino vai continuar até 2009, no âmbito do Plano de Ordenamento da Orla Costeira (POOC) Vilamoura/Vila Real de Santo António.
Alveirinho Dias considera que a Praia de Faro é o caso mais preocupante
O especialista Alveirinho Dias, da Universidade do Algarve, considera que a situação mais preocupante da costa algarvia regista-se na Praia de Faro, embora nos últimos anos os problemas se tenham atenuado.
Alveirinho Dias atribuiu a diminuição do desassoreamento não só ao efeito de retenção de areias da Barra de São Luís, reaberta há cerca de sete anos, mas também à diminuição da agitação marítima nos últimos anos.
Para Alveirinho Dias, os principais problemas da costa sul foram provocados pela intervenção do homem, nomeadamente na construção dos molhes de Quarteira e Vilamoura, que retêm as areias no seu movimento natural de Oeste para Leste.
Um dos efeitos dessa intervenção foi o desassoreamento acelerado da Praia de Vale de Lobo — pondo em risco um campo de golfe —, que tem sido compensado por recargas constantes de areias.
"Ao financiar em 50 por cento a reposição daquelas areias [a outra metade fica a cargo do empreendimento privado], o Estado reconhece que errou ao autorizar Vilamoura e Quarteira", observou Alveirinho Dias.
O professor lamenta que o Estado não tenha verbas para pagar as indemnizações aos proprietários a quem permitiu construir em zonas de arriba nos anos de crescimento desordenado do turismo algarvio".



publicado por MA às 04:55
link do post | comentar | favorito

Sexta-feira, 19 de Janeiro de 2007
Mais Costa

Da AMBIO:

«O Manuel escreveu:
E Portugal não perde território: mesmo que se
afunde metade da Caparica, e não só, esse espaço ainda fica nas 12 milhas da
zona marítima exclusiva portuguesa. Como diria Lavoisier, "na natureza, nada
se cria, nada se perde, tudo se transforma"...
É a isto que eu chamo um raciocínio iluminado. Eheheh!
...
Saudações
Manuela»


tags:

publicado por MA às 02:39
link do post | comentar | favorito

Quinta-feira, 18 de Janeiro de 2007
De volta à Costa

Olá Carla,

Estranho (não, já não estranho nada!) que ninguém tenha ainda respondido à sua pergunta. Pela minha parte, arteficialização da costa, com paredões ou reposição de areia, não, obrigado. Apoio a terceira via: "deixar que a natureza  siga o seu curso e que o mar ganhe espaço". É tudo mais simples, mais barato e mais natural. E Portugal não perde território: mesmo que se afunde metade da Caparica, e não só, esse espaço ainda fica nas 12 milhas da zona marítima exclusiva portuguesa. Como diria Lavoisier, "na natureza, nada se cria, nada se perde, tudo se transforma"...

Manuel Antunes

++++++++

Da AMBIO:

"Olá, vivam :)
Já agora, aproveitando esta mensagem do Manuel Antunes, deixo aqui a 
pergunta para quem de direito possa responder.
Em situações de acentuada erosão costeira, quais as opções possíveis? 
Em conversa com  o Presidente do INAG, foi-me dito que só existem 
três soluções: artificialização da costa (os tais paredões, muralhas 
e afins), reposição da areia para sustentação do cordão dunar (opção 
que tem efeitos apenas no curto/médio prazo, sendo necessário 
proceder a nova intervenção em 3 ou 4 anos) ou deixar que a natureza 
siga o seu curso e que o mar ganhe espaço, com a consequente perda de 
território.
Deixo a pergunta aos especialistas. Há mais alguma opção que não 
esteja a ser equacionada pelos técnicos do INAG?...
Desde já, obrigada por qualquer contributo vosso.
Carla".


tags:

publicado por MA às 23:33
link do post | comentar | favorito

Terça-feira, 16 de Janeiro de 2007
De novo a Costa

As minhas felicitações pela sessão anunciada sobre a erosão na Costa da Caparica.
Como (in)voluntariamente também fui arrastado pelas marés vivas para o litoral, teria muito gosto em participar, não fossem as minhas ocupações profissionais na data prevista.
De qualquer forma, fico a aguardar as conclusões, esperando que não nos venham com mais do mesmo: mais paredões e mais areia, para mandar a água para o charco do vizinho... Naturalmente, com mais custos para todos e proveitos para poucos!
Manuel Antunes

----- Original Message -----

Da AMBIO:

"Numa ocasião em que a erosão costeira está na ordem do dia, e na sequência dos últimos acontecimentos ocorridos na Costa da Caparica, o GEOTA  organiza uma sessão com o objectivo de debater esta problemática, tendo como pano de fundo o ordenamento do território, no dia 26 de Janeiro, pelas 14:30 no INATEL -Caparica.
Neste âmbito, vimos convidar V. Ex.ª a estar presente nesta sessão, contribuindo para o enriquecimento do debate.
Agradecemos a confirmação até ao dia 24 de Janeiro.
Atenciosamente,
Lurdes Soares
(Coordenadora Nacional Coastwatch)"


tags:

publicado por MA às 14:06
link do post | comentar | favorito

Quinta-feira, 4 de Janeiro de 2007
Ainda a Costa

Da "AMBIO"

Assunto: Reforço das dunas da Caparica destruído pelas
marés cheias

Eu acho que não pode ser como Simão Dias diz. O bar está a ocupar domínio
público mas está licenciado para o efeito em zona de risco, e que há anos sabe
que é zona de risco, paciência. A resistência de muitos senhores
concessionários de bares de praia em recuar alguns metros é completamente
absurda, e podem olhar para o exemplo do restaurante, actualmente fechado
por risco de derrocada, na lagoa de Albufeira. É preciso que as pessoas
assumam a sua responsabilidade.
O parque de campismo já há muito que deixou de ser um parque de campismo na
verdadeira acepção da palavra. Falar de falta de humanidade é pura
demagogia: quem está a pagar a defesa de um privilégio completamente
ilegítimo dos "campistas" que lá estão são muitos e muitos trabalhadores que
têm muito menos dinheiro que os "campistas" que lá estão.
A questão das defesas costeiras deve ser duramente discutida com orçamentos
e colunas de perdas e benefícios (incluindo as responsabilidades de
perdedores e ganhadores na história).
Façamos as contas do que deixa de se fazer socialmente útil por desviar
recursos para uma política insensata de ocupação do litoral e a partir daí
discuta-se. E deixe-se arder a casa quando tal é a melhor solução.
henrique pereira dos santos

-----Original Message-----

Tal como eu tinha referido inicialmente, uma coisa são medidas de emergência
outras são medidas preventivas que não era o caso e como tal de pouco vale a
crítica de AE.
Não sendo político, acho que é de senso comum que a hipótese de "deixar
cair" não é minimamente razoável dado o cenário em causa, onde tínhamos um
bar licenciado para o efeito, a pagar a concessão, com um parque de campismo
também legalizado em risco. Depois, segundo AE, teriamos o Estado que lhes
virava as costas, porque simplesmente não havia nada a fazer, segundo os
especialistas... Neste caso e dado o enquadramento do problema, uma posição
com a de AE, é um disparate e uma falta de sensibilidade, no que respeita à
humanidade do problema.
No que concerne a deitar dinheiro para a rua... Faz sentido pensar-se num
custo de oportunidade nestes casos? Não há espaço para "despesismos" como
este?
Pode não ser um bom exemplo, mas para mim é como se tivéssemos uma casa
praticamente ardida e os bombeiros pura e simplesmente se recusassem a
apagar o fogo.
Cumprimentos,
Simão Dias



publicado por MA às 13:37
link do post | comentar | ver comentários (1) | favorito

Terça-feira, 2 de Janeiro de 2007
A Costa

"O reforço das dunas nas praias do Norte, na Costa de Caparica, feito pelo Instituto Nacional da Água (INAG) há três semanas atrás, já foi destruído pelas marés cheias de domingo e de ontem" - dizem.

Porque não deixam o mar seguir o seu ritmo e os rios os seus cursos?

E não acabam com as barragens, a começar pela que destruiu Vilarinho da Furna?

MA

(Aldeia de Vilarinho da Furna, destruída por uma barragem)



publicado por MA às 22:16
link do post | comentar | ver comentários (1) | favorito

pesquisar
 
Agosto 2017
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5

6
7
8
9
10
11
12

13
14
15
16
17
18
19

20
21
22
23
24
25
26

27
28
29
30
31


posts recentes

Da Caparica para o Gerês

Mais Erosão...

Mais Costa

De volta à Costa

De novo a Costa

Ainda a Costa

A Costa

arquivos

Agosto 2017

Julho 2014

Março 2014

Agosto 2013

Fevereiro 2013

Dezembro 2012

Agosto 2012

Maio 2012

Outubro 2011

Janeiro 2011

Novembro 2010

Setembro 2010

Agosto 2010

Agosto 2009

Abril 2009

Fevereiro 2009

Agosto 2008

Julho 2008

Junho 2008

Maio 2008

Janeiro 2008

Dezembro 2007

Setembro 2007

Agosto 2007

Junho 2007

Maio 2007

Abril 2007

Março 2007

Fevereiro 2007

Janeiro 2007

Dezembro 2006

tags

todas as tags

favoritos

Rio Homem - II

A Gente de VILARINHO DA F...

Centenário de Miguel Torg...

links
blogs SAPO
subscrever feeds